quarta-feira, 26 de setembro de 2007

GatoTerapia - Caso#1

Boa tarde, Antes de mais quero felicitar o blog e a ideia da gatoterapia. Tive conhecimento do vosso blog por uma amiga, e, por curiosidade fui "bisbilhotar". É bem verdade que as terapias hoje em dia são muito caras, eu que diga que já faz ano e meio que frequento uma psicologa, e mesmo assim a cada dia que passa sinto-me mais triste,por isso,pelo sim,pelo não aqui estou eu a escrever. Hoje sinto-me particularmente em baixo. Sou uma gata muito triste, sempre fui mas os ultimos acontecimentos da minha vida têm me deixado cada vez pior e desta vez sem ter forças para lançar as minhas garras e continuar em frente =( Não tenho vontade de viver, de me levantar pela manhã, ir trabalhar, ir às aulas,comer, dormir. Sinto-me sempre em grande ansiedade e uma vontade imensa de chorar. Partilhar as minhas emoções com amigos ou alguém especial deixou de fazer efeito, por isso agora em vez de massacrar as pessoas com os meus problemas prefiro guardar para mim e de mês a mês despejo-os às prestações num consultório de psicologia. =^..^= um miau e obrigado

Caríssima Kitty,

Agradecemos o incentivo e reafirmamos a nossa disponibilidade para o que precisar.

A primeira permissa a realçar é a sua afirmação "Sou uma gata triste". Quando emprega o verbo "ser" em vez do "estar" estamos na presença de um discurso pouco construtivo, pelo que, as questões que lhe quero colocar são: "Será a tristeza um estado de espírito para si?" ou "A tristeza faz parte de si" ou ainda "É você que faz parte da tristeza?". Pense nisto e responda.

De qualquer forma, o facto de conseguir identificar que tem um problema, em vez de negá-lo ou fugir dele, é o primeiro passo para o conseguir resolver- acredite. Em simultâneo, afirma que não tem "forças para lançar as minhas garras", o que significa que embora sinta que a força lhe escapa, ainda não perdeu de vista que tem garras. E isso, é outro ponto fundamental.

Então vejamos, cara amiga, as três coisas que já identificámos: tem um problema e não tem forças mas tem garras, certo? Com estas três contstações abrem-se-lhe dois caminhos: fica às voltas, em sentido de rotação, perdida no seu problema e a lamentar-se por não ter forças OU concentra-se no facto de ainda ter garras, faz uma manicure para se sentir mais bonita (lol) e decide erguer a cabeça e enfrentar a vida. A decisão é sempre sua (mas uma gata que ainda tem garras, ainda consegue decidir, certo?).

Quanto à exteriorização das suas ansiedade, o que lhe posso dizer? Amigos servem para isso e, de certeza que, se são de facto seus amigos não verão os seus desabafos como "massacres". Experimente falar com eles, conhecer novas pessoas, viver novas experiências, conhecer outros pontos de vista- há uma vida lá fora!

Não tenho dúvidas que você seja uma gata sensível e esperta e acredito que você só precisa de um pouco mais de luz. As respostas estão todas em si, os caminhos estão ao seu dispôr e você tem garras, lembra-se?!

Um miau fru-fru para si da

Gata Pingada

2 comentários:

Anónimo disse...

É lá: isto é psicologia a sério!

Anónimo disse...

Põe as garras de fora!