Há que saber uma coisa: as mulheres não gostam de pêlos a sairem de sitios estranhos ou serem de tal ordem numerosos que dariam para fornecer a casa Soraya de tapetes (não persas) durante alguns anos.
Mas enganem-se os homens se julgarem que nós não gostamos de pêlos porque é uma coisa estética (isso amor, larga lá a gilete). Nós não gostamos de homens que se depilam. A sério, larguem lá de quererem armarem-se em fortes e meter cera na peitaça. Isso é algo que só as mulheres conseguem aguentar. Isso e agulhas. Ainda me lembro, com algum doce no canto da boca, quando os olhos esbugalhados e cara pálida do meu pai enquanto o médico, ao não encontrar uma veia decente no meu braço, teve de se atirar ao pescoço. Talvez seja por isso que eu gosto tanto do Drácula de Bram Stoker.
Mas adiante. Pêlos.
Eu vou vos dizer porque nós não gostamos de pêlos. Eu sou uma daquelas quando se senta no trono real, ao invés de folhear uma revista, ou a secção cor de rosa do 24 horas, olha para o chão da casa de banho. E não há coisa pior do que ver o chão cheio de pêlos. E não me digam "e como sabem que são de homem? podem ser vossos". Senhores, nós sabemos. Vocês é que podem não saber para que serve um bocal de chuveiro. Ou uma vassoura. Ou um mini-aspirador!
Da próxima vez que quiserem pinocada no chuveiro ou, quem sabe, em cima da mesa de trabalho do escritório, lembrem-se daqui da Malandreca. É que ninguem gostaria de entregar um dossier do projecto e encontrar entalado entre a folha de balanços e um protocolo um encaracoladinho.
Tenho dito.

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