As historias no metro a mim fascinam-me. Pronto, entusiasmam, vá lá. Sim, são boazinhas. Sofriveis...a quem é que engano, SÃO BOAS COMO AS GAJAS DE ERMESINDE!!!
E as que me acontecem a mim ainda me fascinam mais.
Eis que estava eu um dia no terminal de uma das linhas de metro à espera que o dito chegasse. Era um dia de semana, e tudo seria normal não fossem o facto de serem 7h00 e portanto ainda haver muito pouca gente na plataforma, à espera. Chega o comboio, abre-se a porta, e eu pego na mochila, pego no saco de desporto e entro na carrugem, com mais meia duzia de pessoas.
Pequeno parentesis.
Entrei eu e meia duzia de pessoas, ou seja, sete almas ao todo, numa carruagem com 40 lugares (ou mais).
Encaminhei-me pois para um dos sitios com 4 lugares, dois frente a frente. Vou nas calmas, como é obvio aquela hora da manhã. Nisto, entra uma senhora de rompante, quase esbarrando na coluna central e, olhando para mim e depois olhando para o lugar para onde me dirigia, lançou-me um olhar de desafio. De repente, achei-me no faroeste, com a pistola caida na anca e o chapéu de cowboy sobranceiro sobre os meus olhos, exceptuando o facto de ir carregada com duas malas, uma em cada mão e ser-me impossivel chegar à pistola.
Bem dito bem feito, a senhora arranca num sprint e senta-se num dos bancos do corredor. Porreiro, eu até saio numa das ultimas paragens, vou no banco do lado da janela, pensei eu. Nisto, quando estou para entrar para esse lugar, não é que a dita senhora chega-se para o meio do banco e olha para mim com se eu fosse um empecilho?
Eu fulminei a mulher com o olhar e ela, percebendo, lançou-me um sorriso amarelo, enquanto, apressadamente e com a voz tremendo (pois o meu 1,80 e mão larga não engana ninguem, se esta pata assenta na cara de uma pessoa, é para a deixar roxa 3 dias) chamava pelo homem que a acompanhava, para que se sentasse ao pé dela.
Eu, especada no meio da viagem para o banco da janela olho para trás e vejo um senhor a entrar calmamente no comboio e que se depara com aquela situação. Encolhe os ombros. Atrás de mim ouço um ténue "desculpe!" e eu, não querendo ser insistente, visto que até há mais lugares no comboio, retiro-me e sento-me no compartimento do lado, e olho directamente para a mulher, enquanto o marido "sinceramente, então para que era essa pressa toda se o comboio vai vazio?".
Não percebo esta vontade que as pessoas têm para competir por lugares no metro quando este vai vazio. Não percebo também se assim é, porque é que não existem mais Obikuelos neste pais. Acho que os senhores olheiros é que ainda não foram averiguar as velhas de 60 anos que andam nos metros deste pais. Acho que é uma mina que andam a desperdiçar.
Naughty Cat

3 comentários:
Só por curiosidade, és de Ermesinde? :-)
Nao, mas sou boa na mesma...
Azar o dos gajos de lá...
Enviar um comentário