domingo, 7 de outubro de 2007

Pedido de Ajuda aos Leitores

Olá. O meu nome é Black. Sou dependente.

Tudo começou quando eu entrei na idade em que os meus tomates começaram a crescer.

A minha mãe reparou e pôs-me a trabalhar desde aí. Eu ainda tentei disfarçar, pus-lhe fita-cola para parecer um tumor benigno mas não resultou. Ela não era míope. Eles saltavam à vista.

O meu primeiro emprego foi o de ajudante de arrumador de carros. Só tinha de me atirar para o meio da rua, o gajo despistava-se para um lugar vago e o meu compincha apanhava com o “érió” (euro...). Em troca dava-me comida a deixava-me junto ao veículo nas loucas noites de sábado, qd tinha folga e ia comer uma gaja. Foi com ele que iniciei a aprendizagem dos meus dotes sexuais. Mas o gajo morreu, devido a uma guinada mal dada. De um carro, entenda-se. E eu lá tive de mudar de emprego.

Fui para as obras, aqui ao pé do Beco, o que era bom pois sempre podia vir ver a Oprah às 17 horas, enquanto o pessoal manjava.

Foi nas obras que ela me apanhou. Conheci um gajo, o Leão. Raquítico, pequenino, minúsculo. Ela também já o tinha preso. O Leão engraçou logo comigo porque nessa altura os tomates estavam maiores e, pelos vistos, ele tinha um negócio de prostituição. Quis que eu fosse pra chulo, dizia que eu tinha futuro. Antes tivesse ido, porque ela tinha-me apanhado à mesma, mas ao menos tinha um trabalho digno.

Ela veio numa sexta-feira à noite... Os tipos do “óbrén”, (como nós dizíamos, porque tinha mais pinta do que “obras”..) tinham-se juntado numa tasca da esquina, levaram umas miúdas e a malta tava divertida.

Foi então que ela chegou, no bolso do Leão. Companheiro, disse-me ele, descobri esta cena numa mala que alguém esqueceu ali ao canto. Não sabia o que era elevação ao expoente da loucura, mas agora posso contar-te. Anda ali comigo experimentar.

Na altura eu era um gato sem juízo e fui.

Infelizmente gostei. Ela inebriou-me os sentidos, deixou-me o nariz preso e os olhos descongestionados de tão forte que era. Ninguém tinha sentido nada assim. A partir daí foi a desgraça.

Dei comigo nos centros comerciais a pular prá mala dos gajos. A visitar as farmácias à procura de outros componentes. A pedir esmola prá dita e a fazer campanhas para os amigos em troca de strips escaldantes em noites de Verão.

A minha mãe soube e expulsou-me de casa. Perguntei-lhe porquê, se não me amava, se apesar de tudo eu não era o seu filho querido. Ela respondeu-me que os meus tomates já não tinham sustento.

Ela deu cabo de mim. Mas pretendo recuperar. Preciso da vossa ajuda e do vosso alento.

Que devo fazer, caros leitores?????

AJUDEM-ME!

Aaah! Sou um desgraçado... Por causa dela -> Maldita sensação de Vick Vapo-Spray...

(Medusass, cá tens a tua história da minha dependência...de uma das.. há mais)

7 comentários:

Nina Kat disse...

caro Black, tens de ter coragem, amigo... ela é tramada...

shark disse...

Sinto-me solidário. Mas eu sou assim, um coração de passarinho...

ABEL & CAÍM disse...

Para um black cat um ganda dog! O meu dono que o diga!

M disse...

Obrigados.
Novo desafio: gato pingado com o rabo de fora ou "Amo-a mas ela foi de viagem com um Angorá preto".

Black Cat disse...

aceite!! ja' a ser pensado! assim é que eu gosto, gente dinamica!!!

M disse...

ehehehe

Anónimo disse...

gato dependente??!!!